AI – The next phase

Compartilho análise interessante sobre tema super atual.
Seja para os seus negócios, seus investimentos ou sua vida cotidiana. 

“Artificial intelligence has rapidly evolved from a niche technological concept into a key driver shaping financial markets, economies and business strategies. Traditional AI systems and chatbots are predominantly designed to respond to specific prompts. An AI Agent goes a step further: it can plan tasks, evaluate options, execute multi-step processes, and interact with external systems – largely without continuous human intervention. Put simply, a chatbot provides information, whereas an AI agent attempts to complete tasks autonomously.” Continue lendo

Você é Ativo ou Passivo?

Gestão passiva não é o mesmo que não fazer nada.

Não agir seria sinal de desorganização, ausência de estratégia, decisões aleatórias, falta de alocação definida e exposição ao risco sem controle. Já a gestão passiva é um sistema estruturado, com alocação de ativos claramente alinhada aos seus objetivos de curto, médio e longo prazo, com regras para acompanhamento e previsão de rebalanceamento, quando apropriado.

A diferença central é que a inação gera caos financeiro, enquanto a gestão passiva substitui decisões emocionais por disciplina e regras consistentes ao longo do tempo. Caso você conte com alguém para apoiá-lo nesse processo, atuando como um sparring partner, este pode contribuir com assessoria ativa, ajudar a manter a disciplina e, ao mesmo tempo, considerar oportunidades de aperfeiçoamento que se apresentem.

Uma vantagem pode ser a de não tentar controlar tudo o tempo todo — há o risco de ficar tão obcecado com cada detalhe que se perca a visão da floresta.

A gestão passiva baseia-se na replicação de índices (como MSCI World ou S&P 500), usando por exemplo ETFs ou fundos indexados. A carteira é construída para minimizar o erro de acompanhamento (tracking error) e custos.

O principal benefício é a eficiência: custos mais baixos, elevada diversificação e maior previsibilidade de resultados relativos ao mercado. O risco da abordagem passiva não é “perder para o mercado”, mas aceitar o retorno do mercado, incluindo quedas prolongadas sem proteção ativa. Em crises, não há decisão discricionária de redução de risco — tudo depende da disciplina do investidor.

As alternativas costumam ser apresentadas como opostos absolutos. Será que é uma visão simplista? A escolha entre ativo e passivo não é moral nem absoluta, mas depende de objetivos, horizonte, custos, perfil e disciplina do investidor.

A gestão ativa busca superar o mercado por meio de decisões frequentes de compra e venda, análise dos inúmeros ativos existentes, e timing. Em teoria, pode gerar retornos superiores, mas enfrenta limitações: custos mais elevados, maior risco de erro humano e dificuldade consistente de superar o mercado após taxas e impostos.

Embora a gestão passiva procure replicar um índice, reduzindo custos e eliminando grande parte das decisões subjetivas, isso não significa ausência de estratégia. Trata-se de uma, baseada em diversificação ampla e eficiência de mercado.

Diversificar investimentos equivale a diversificar a própria ignorância? Reconhecer, com humildade, o quanto podemos garanter as melhores escolhas de timing, a cada passo, é um bom começo para prevenir grandes desastres ao longo da jornada.

Diversificar investimentos significa distribuir o dinheiro entre diferentes tipos de ativos, setores, regiões ou estratégias, alinhado ao seu planejamento de vida e financeiro, em vez de apostar tudo em um único “cavalo”. O objetivo principal é reduzir riscos, sem necessariamente reduzir o potencial de retorno. É enganoso afirmar que a gestão ativa “sempre supera” o mercado.

Muitos discursos comerciais exageram capacidades, vendendo a ideia de que habilidade e análise garantem superioridade consistente — algo que os dados nem sempre confirmam. A gestão ativa baseia-se na tentativa de gerar alfa — retorno acima do mercado — por meio de seleção de ativos, análise macro e microeconômica e timing de entradas e saídas. Tecnicamente, pode envolver modelos quantitativos, análise fundamental, estratégias fatoriais ou discricionárias.

Um benefício pode ser a flexibilidade: o gestor tende a ajustar de forma mais personalizada a exposição a risco, setores ou regiões conforme o ciclo econômico. Em mercados ineficientes, essa abordagem pode, por vezes, capturar oportunidades não refletidas nos preços. Contudo, os riscos são estruturais. O primeiro é o custo: taxas de gestão mais elevadas, custos de transação, spread e impacto fiscal de rotações frequentes. O segundo é o risco de underperformance persistente: estudos mostram que uma grande parte dos fundos ativos não supera consistentemente o benchmark após taxas.

Há ainda o risco comportamental — decisões enviesadas, excesso de confiança ou rotatividade desnecessária.

Em termos práticos, a diferença central não é inteligência versus inércia, mas sim custo, previsibilidade e grau de intervenção na construção e manutenção da carteira.

Fico à disposição para aprofundarmos o assunto, sob a ótica da sua realidade.

TURBULÊNCIAS

Ao que tudo indica, seguiremos na companhia de turbulências e incertezas mais acentuadas por tempo indeterminado. Tanto no campo dos conflitos mundo afora, como na política e na economia, para citar alguns dos exemplos mais gritantes.

Compartilho publicação recente da Morgan Stanley, focando na interseção entre geopolítica e mercados, nas implicações políticas, de mercado e econômicas das eleições globais de 2026. Continue lendo

Compartilhar & Multiplicar

Com o Natal e o Ano Novo batendo à porta, a gente naturalmente desacelera. Relembramos momentos especiais, celebramos conquistas e sonhamos com o que vem pela frente. Aqui no hemisfério sul, com esse sol generoso e calor convidativo, essas reflexões ganham um ar mais animado e compartilhado – seja na roda da família ou com amigos de longa data e novos conhecidos.

Isso me faz pensar nos grupos de estudo, que tanto me cativam há anos. São espaços onde dividimos experiências, aprendemos juntos e nos apoiamos, como em mentorias ou conversas profundas. O segredo não está em ferramentas modernas ou carisma, mas em um compromisso genuíno com algo maior, cultivado devagar, em comunidade. É bom pausar a cada ciclo: o tema ainda nos desafia? O formato ainda ajuda? Às vezes, encerrar no momento certo é o maior sinal de sabedoria.

Lembro dos Três Reis Magos – na tradição, sábios que estudavam as estrelas em grupo e seguiram uma luz especial até Belém. Não eram reis poderosos, mas curiosos em busca de algo maior, guiados por diálogo e observação. Isso resume tudo: a sabedoria cresce quando escutamos uns aos outros, admitimos o que não sabemos e construímos pontes.

Historicamente, esses grupos moldaram identidades – da Academia de Platão aos círculos medievais e salões iluministas. Hoje, em seminários ou encontros online, equilibram expertise com igualdade: qualquer um pode questionar, desafiar ou iluminar. O foco é no significado, na transformação – não em títulos ou velocidade. Bons grupos são pequenos (5-15 pessoas), com regras simples: respeite o silêncio, discorde das ideias (não das pessoas), prepare-se e crie espaço para o “não sei”.

No fim do ano, como nesses grupos, revisito o que aprendi, o que cresço e o que levo adiante. É transformador. Vamos cultivar mais desses momentos em 2026? Compartilhar e multiplicar.

Cordial abraço e melhores votos para o ano que em breve se inicia.

Tobias

Gold

Assunto extremamente em voga nos últimos meses. Assim como tantos outros que brilharam como vencedores no firmamento, ou disseminaram choques de terror em certos momentos. 

De qualquer forma, tanto nos picos como nas profundezas, o que frequentemente nos acompanha são as eternas dúvidas, quem sabe até uma certa ansiedade…

A solução mais simples? Uma bola de Cristal já testada. Caso você encontre uma, agradeço compartilhar com os amigos. Por favor, me inclua.

Alternativamente, as respostas são sempre um pouco parecidas, e muitas vezes nada “sexy”, trabalhosas, enfadonhas, exigindo paciência e passos pequenos, persistentes.  

Compartilho três artigos (em inglês) recebidos nos últimos dias, todos relacionados ao tema. Para acessa-los, assim com demais postagens e artigos, favor fazer o seu registro em https://infopinion.com.br/assinar/ . 

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Tackling AI’s drinking problem

Não é um problema a ser levado aos Alcóolicos Anônimos… Mas de fato, o volume de menções e discussões sobre o tema da Inteligência Artificial poderia deixar qualquer um embriagado.  

Ficam no caminho também muitas dúvidas e lendas, esperanças e medos.
A inteligencia Artificial continua a evoluir em um ritmo acelerado. Desde os avanços na ciência e na medicina até a automação de tarefas cotidianas, transformará diversos setores.

Todavia, muito se fala sobre os imensos investimentos necessários, do consumo monstruoso de energia, desafios regulatórios, éticos e tantos outros. Ainda assim, parece que veio para ficar.

Grandes centros de dados utilizam uma quantidade enorme de água, até milhões de litros por dia, provocando preocupações, e possíveis conflitos em regiões com escassez de água. O artigo que compartilho, foca neste ponto. Interessante.  Continue lendo

Greed & Fear

Compartilho estudo interessante recebido do Morgan Stanley Smith Barney LLC, intitulado com dois termos omnipresentes no universo dos investimentos: Ganância e Medo. 

São sentimentos absolutamente genuínos e humanos, assim como muitos dos vieses que nos levam a tomar, ou não, decisões apropriadas no nosso planejamento financeiro, na alocação e gestão de recursos, assim como em outras áreas da vida.

Caso o assunto ainda seja novidade, sugiro pensar em ler por exemplo:

  • Previsivelmente Irracional: Aprenda a Tomar Melhores Decisões é um livro de Dan Ariely publicado nos Estados Unidos em 2008, em que se desmontam alguns preconceitos em relação à tomada de decisões com base em critérios puramente racionais. 

Caso queira aprofundar, tenho diversas outras recomendações.

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