The land of wishful thinking

Compartilho artigo sobre a situação no Brasil vista por Arthur Kroeber, diretor da GaveKal Dragonomics, firma independente de análises sobre economia global. O artigo foi escrito antes das manifestações de 15 de março de 2015.

“The only good news is that most people seem to think the Petrobras scandal marks a turning point in the treatment of corruption: in a few years. Brazil will emerge with a significantly cleaner political system. And the economy is large and diversified enough that it can weather a period of contraction without a severe decline in absolute living standards. For the next year or two, though, there is little reason to expect anything other than more pain.”

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Mais do mesmo?

Tempos incertos para quem depende de retorno líquido dos mercados financeiros. Volatilidade mais alta nas bolsas no que já pareceu “fácil”.

Pilares como a Petrobrás com alguns dos seus fundamentos sendo questionados… Dúvidas sobre se e qual será a nova revelação bombástica que derrubará outros ícones.

Rentabilidade real comprometida na renda fixa pela inflação que não é mais subjugada às artimanhas eleitoreiras… Para onde vão os juros das diversas economias, e quando? Qual é a alternativa?

Em momento de muitas incertezas a visão holística e de mais longo prazo sem dúvida ganha relevância, assim como uma diversificação bem pensada, que tenha boa probabilidade de no mínimo, não comprometer os seus objetivos.

Certamente não há receituário mágico ou “tamanho único” que sirva para todos. Mas insistir apenas no “mais do mesmo” dificilmente pode ser a solução para a agonia e muitos. Considere lembrar que sabendo não haver milagres nem almoço de graça, ou seja, que cada moeda tem dois lados, podem existir alternativas além do que estamos acostumados, e além das nossas fronteiras. O viés de se confiar no que parece mais próximo e verificável nos faz frequentemente concentrar perigosamente riscos em certas classes de ativos, como por exemplo geograficamente, em imóveis ou renda fixa, etc.. 

Compartilho lista “atual” de papéis de renda fixa emitidos em diversas moedas por países tidos como emergentes, como apenas uma das muitas alternativas a serem consideradas numa carteira diversificada. Apesar da “vala comum” de “emergente” existem diferenças substanciais que na composição de um todo podem servir para mitigar riscos, e alavancar retornos. Neste caso é mais do parecido, e não do mesmo. Obviamente, é apenas um dos elementos possíveis, o essencial não sendo apenas a rentabilidade e riscos correlatos, mas sim, se estes estão alinhados com suas possibilidades e necessidades. “Suitability” em relação ao seu perfil e objetivos talvez seja uma das palavras chave.  Continue lendo

Brasil 2015/2016

Seguem em anexo duas análises interessantes, uma com enfoque “macro”, a outro com foco no setor “Real Estate” Brasileiro.

Após longo período de desmandos e ilusionismo eleitoreiro, aos poucos o cenário vai ganhando contornos mais nítidos.

Independentemente da leitura mais ou menos otimista/pessimista, até prova do contrário sempre haverá um próximo dia, e cada moeda tem dois lados. Portanto pode ser útil não se deixar tomar pelo “clima” vigente, ficar continuamente“antenado”, bem informado e com os “pés no chão”, nunca perdendo seus objetivos de médio e longo prazo de vista, procurando identificar reais oportunidades que possam ajudar na realização destes, evitando possíveis “frias” e tentações pouco claras.

Espero que seja inspirador e útil, e fico à disposição para aprofundar este e outros assuntos ligados à vida financeira pessoal, da família e ao desenvolvimento dos negócios desta. Continue lendo

Year-End Thoughts

Nada mais apropriado para esta época do ano, do que “Year-End Thoughts”.

Por uma vez não se trata de análise do passado, cenários e previsões para o futuro, mas sim, de reflexões e sugestões sobre assuntos básicos, sobre os quais de fato podemos exercer alguma influência.

Ao invés de reinventar a roda, aproveito para compartilhar o mailing preparado pelo meu colega de profissão Steve Juetten para conhecidos dele. Os temas abordados podem parecer simples, mas são certamente os que tiram o sono de boa parte da humanidade.

Year-End Thoughts
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Doações & IR

Compartilho artigo recente do colega José Raymundo de Faria Jr, um dos profissionais CFP® sobre assunto no qual temos maior propensão de pensar em alguns momentos específicos, como o dos dias de festas e da virada do ano.

As doações são importantes e necessárias, e desoneram o custo do estado que se vê aliviado em algumas de suas responsabilidades. Consequentemente, nada mais justo do que haja algum reconhecimento por exemplo à nível tributário. Apesar de ainda haver muito por fazer, a legislação também tem avançado neste sentido.

Como deduzir doações do IR?

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Emerging market bonds

Compartilho análise concisa e interessante sobre o momento atual do mercado de renda fixa de devedores dos mercados emergentes, com maior atenção para alguns dos grandes “players” do setor petróleo. Estes vem sofrendo o impacto da queda nos preços da matéria prima que negociam. No caso da Petrobras ha ainda o desgaste colossal em função das muitas notícias que vieram a público nas últimas semanas.

Como sempre perguntam os amigos: Compro ou Vendo? Como quase sempre respondemos: Depende -:))
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Saneamento

Compartilho análise interessante elaborada pela Votorantim Corretora sobre o momento atual no setor de saneamento no Brasil, incluindo diversos detalhes sobre os principais atores deste segmento, com os quais você pode se deparar quando procurar alternativas de investimento no mercado de capitais.

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O dinheiro pode comprar a felicidade?

A matéria de autoria de Andrew Blackman publicada no Valor de 17.11.14 me chamou a atenção por abordar com um olhar um pouco mais amplo um tema importante para todos.

Apesar de preferir o texto orignal em inglês ( http://online.wsj.com/articles/can-money-buy-happiness-heres-what-science-has-to-say-1415569538 )decidi compartilhar a versão traduzida neste espaço dedicado a informações e opiniões de origens diversas, mas sempre de alguma forma relacionadas à vida financeira de pessoas e famílias, acredito poder ser um ponto de partida interessante para refletir sobre o relacionamento que temos com dinheiro e tudo que representa.
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Q3 2014. E agora?

Tempos turbulentos?

Não apenas no Brasil e pelas incertezas e certezas domésticas, mas também pelo vai e vem das opiniões sobre a direção dos juros no cenário internacional, os conflitos e outros fatores de incerteza percebidos como de risco nos mercados aqui e no mundo. Não apenas por falta de água em algumas regiões cruciais para a economia, e impacto direto para a população atingida, e excesso de demagogia e baixaria no cenário do embate pré-eleitoral. Tudo “déjà vu”. E como está sendo este período para você?

Compartilho retrato do impacto deste cenário nos mercados durante o 3o trimestre de 2014. Apesar de não dar respostas sobre o futuro, pode ajudar a melhor nos posicionarmos na reavaliação dos próximos passos a dar. Talvez também um bom momento para refletir sobre se a estratégia de médio a longo prazo traçada para a nossa vida financeira pessoal precisa ser reavaliada, ou segue dentro das expectativas, que oxalá levam em conta que chegar num objetivo dificilmente acontece sem percalços no percurso.

Não deixe de ler também a contribuição do último slide, abordando a questão dos diversos modelos de aferição e projeção desenvolvidos ao longo da história na tentativa de antecipar os desenvolvimentos e acertar o “market timing”… Apesar de pouco animadora, a conclusão ajuda a nos obrigar a novamente colocar os pés no chão da realidade, e refletir o que dentro desta é possível fazer para minimizar riscos indesejados, e maximizar a probabilidade de atingirmos nossos objetivos e sonhos de vida.

“A successful timing strategy is the fountain of youth of the investment world. For decades, financial researchers have explored dozens of quantitative indicators as well as various measures of investor sentiment in an effort to discover the ones with predictive value. The performance record of professional money managers over the past 50 years offers compelling evidence that this effort has failed.”

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Fim do Período mais Seco, mas Desafio Permanece

Compartilho relatório interessante elaborado pela Votorantim Corretora tendo como foco a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo S.A. – SABESP, empresa de economia mista e de capital aberto, que fornece água para 28,2 milhões de habitantes e presta serviços de esgotos para 22,1 milhões. Quem vive em São Paulo tem acompanhado a discussão sobre o risco de racionamento.

Apesar do foco principal da análise estar atrelado aos aspectos financeiros em diversos cenários possíveis, traz também um número considerável de informações técnicas e outras sobre o assunto. Favor não deixar de observar os “disclaimers” no final do relatório. Continue lendo